A invisibilidade do turismo religioso afrodescendente na cidade de Teresópolis - RJ
Vieira, Jackelyn Thaywani Pereira
Dissertação · Universidade Federal Fluminense · 2021
Ler grátis no TelegramO robô do Iago Drive manda o PDF no seu chat. Grátis: 3 livros por dia.
Resumo
A presente pesquisa parte da seguinte questão norteadora: Por que se nota uma negligência das religiões de matriz africana nos roteiros de turismo religioso no Brasil? Com base nessa indagação, o trabalho procura discutir as potencialidades das religiões de matriz africana para o turismo religioso no Brasil, com destaque para a Umbanda, e mais especificamente para o Santuário Ecológico de Umbanda (SEU), localizado na cidade de Teresópolis, Rio de Janeiro, trazendo questões importantes para serem debatidas como, por exemplo, o preconceito e a discriminação que essas religiões sofrem. A referida cidade foi escolhida para esta pesquisa por ter, muitos templos religiosos de matrizes africanas, tanto de Candomblé como de Umbanda, e também por apresentar fortes registros de intolerância religiosa que já foram comprovados pelo Estado nos últimos anos. Pretende-se com a pesquisa fazer uma contribuição para o debate sobre a inserção das religiões de matriz africana no turismo e orientar ações no combate à intolerância religiosa, possibilitando o fornecimento de dados e análises que ajudem na construção de políticas públicas e ações da sociedade civil voltadas para o respeito à diversidade religiosa. Para isso, foram realizadas pesquisas bibliográficas, observação participante, pesquisa de campo. Como resultado, foi apurado que há um silêncio por parte do poder público local e do trade turístico acerca da atratividade turística dos templos das religiões de matriz africana na cidade de Teresópolis, desperdiçando não só o potencial existente como também a oportunidade de uma educação pelo turismo, pautada pelo respeito à diversidade religiosa e cultural.